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20.9.07

"Baloiço"

Este foi um projecto que foi tendo várias alterações á medida que o ia criando.
Primeiro começou por ser apenas uma brincadeira para bares, depois a minha querida mana que tinha chegado de terras Londrinas onde espalhava a sua arte, e já tanto tempo que tínhamos muita vontade de trabalhar juntas... que assim foi.

"mas como? explica lá...",
"assim tipo... Cabaret", dizia eu,
"mas tu estás doida com Poesia?",
"sim, a Rita faz a selecção dos poemas, o Hugo faz o desenho de luz, Falamos com o Zé e ele faz-nos uma coreografia, e o Lawrence põe som", insistia eu.
" ah, e vamos ter um baloiço onde andamos as duas", acrescentei.
Consegui!

O Zé Arantes é um bailarino (do mundo) por excelência que nos brindou durante muito tempo, com coreografias cheias de criatividade em tantos programas de TV dos anos 80 e 90, e não só.
Um profissional do teatro musical que desde sempre admirei e respeitei muito, e um dia veio a tornar-se num bom e grande amigo.
Foi o Zé que fez toda a coreografia, também participava e teve a boa ideia de nos apresentar á querida Marinela que não hesitou na nossa proposta e também entrou, fazia um numero de sapateado.

E tínhamos uma acção de charme com o público que era:
Na entrada recebiam uma caixa de fósforos (com a imagem do espectáculo) e no final no momento de sapateado da Marinela, o público, juntamente connosco fazia ritmos sobre os quais ela dançava. Muito animado.
A estreia foi no bar L em Santos no dia dos anos da Sininho.
Uma emoção.
É um dos tais que se mantém vivo e como repertório de animações.
Até breve
Ana

19.9.07

"Poste Scrite"




(Este deveria entrar entre o NTEPA I e o II, mas depois trato disso)

Um projecto muito rápido, onde se liam diferentes cartas de diferentes formas.

Um espectáculo criado para ir a bares e restaurantes, a estreia foi na minha querida terra de coração, Azeitão, nesse "Alvorada" onde tanto dancei. Estava cheio os bons amigos de infância que recheavam as primeiras filas , e não só, acho que perdi dois quilos nesse espectáculo, ah e foi o primeiro onde a Sininho me viu actuar pela primeira vez em teatro, depois da tal reunião que tivemos as três em casa da Rita.

Ainda vendemos várias vezes este espectáculo, em Lisboa, Figueira da Foz... tanto este como o NTEPA, I e II andaram na estrada (acho que vou ter que fazer um post só para as digressões da Bambolina).

É uma peça que tenho oito personagens e faço a alteração em cena, um pouco como a "Super Mulher" mas com os textos da Rita mas que as personagens são exemplos bem típicos portugueses, da alentejana ao taxista, passando por uma imigrante em França e por ai fora.

São personagens que mantenho em repertório, e as vezes a trago á vida em espectáculos para empresas e algumas festas, leia-se por favor sem esse sentido "malandro", que eu sou uma rapariga séria. Levo a... "irmã da aniversariante" ou... a "prima dos noivos", ou... "patrão de determinada empresa".

Este é um dos fortes conceitos da Bambolina, levar o Teatro ao público. Fazer com que se sintam bem, para que tenham mais vontade de sair de casa e conhecer os bons espectáculos que cada vez mais a nossa cidade tem para oferecer.

Até já,

Ana

"Nao te esqueças de puxar o autoclismo" (II)

E assim foi, voltámos!

Mas desta vez , com mais segurança.

O Actor agora era o António Machado, ao Gonçalo deram-lhe o cargo de actor do Teatro Trindade numa peça histórica, que honra, e que boa peça.

Consegui finalmente que o António fizesse o projecto connosco, desta vez estava disponível para trabalhar e verdade seja dita, percebeu que para além de "loucas" em arriscar, éramos capazes! :)

Foi então que conhecemos a aquela que viria a ser a Sininho (esta parte já lá vamos). A Filipa Paes de Souza. Uma mulher de garra, vestida de amarelo (a sorte no teatro) e apaixonada tal como nós por esta arte. Com outra perspectiva. A produção.


Estou a ver... como se fosse hoje... em casa da Rita... que bom!

E assim começávamos a reunir as forças certas para a execução de um projecto não só profissional mas acima de tudo que vinha de uma enorme paixão das três. Para a Rita a paixão por escrever, para a Filipa a produção e para mim, acho que já sabem... a representação.

E de repente éramos uma companhia, pequenina mas muito forte. Já tínhamos um espaço nosso no Musicais como sala de produção e camarim, bem organizado. decorado, era o nosso espaço.

A Filipa tratou de toda a produção burocrática, com uma perna as costas nunca vi ( pode ver-se a diferença na qualidade do cartaz, dos apoios e patrocinadores que acreditaram em nós - Obrigada), mas acima de tudo com uma noção prática de tudo o que envolvia o projecto e uma criatividade fervescente. O trabalho de ensaios desenvolveu-se entre disciplina e gargalhadas, a imprensa com vontade de conhecer mais o projecto, e quando cheguei à cena para o dia da estreia e olhar a sala.... não queria acreditar estava mega. Tínhamos mudado o cenário de local, o musicais não parecia o mesmo e a luz, Hugo... linda.

Tive que fugir o nosso querido e amigo público estava a entrar...

Continua...

Ana


" Não te esqueças de puxar o autoclismo" (I)

Foi o primeiro projecto.
Já cansadas de esperar por contratos promessa que não chegavam consegui convencer a Rita Fernandes a escrever um texto para dois actores com o mínimo de cenários para que assim pudesse ser barato por em cena.
Texto feito, passo seguinte: temos que arranjar um actor!

E assim começamos nessa complexa busca de encontrar um actor que se disponibilizasse a trabalhar, sem ganhar ordenado, ensaiar muito para levar-mos á cena a nossa comédia, que ainda não tínhamos ideia onde.
Encontramos! Espaço e actor.

O Gonçalo Dinis vinha com uma sede de fazer teatro, e assim foi, com os divertidos ensaios a decorrerem encontramos um bom espaço , diferente mas que nos daria muito trabalho para fazer a nossa peça.

O Musicais! Venha ao teatro beber um copo! (queríamos silêncio mas convidámolos a vir fazer barulho, pelos menos tínhamos público)
Também contámos com a preciosa ajuda do José Pedro que nos fez um cenário que dura até hoje. Obrigada Zé Pedro. E ainda tivemos um simpático produtor, mas, foi só durante algum tempo, alguma coisa aconteceu,um dia disse nos que tinha que ser sincero gostava muito de nós mas que queria mudar de profissão... ok nós aceitamos, e ele...virou pasteleiro.

No final, e contas feitas estivemos dois ou três meses em cena, em que a primeira prioridade era pagar os microfones. Foi aqui o inicio de uma muito boa amizade e relação profissional com duas grandes figuras humanas, uma maior que outra... o Pedro sá Chaves e o Hugo Coelho, a equipa tecnica do Musicais.

Sentávamos-nos os três, o Gonçalo a Rita e eu, a contar o dinheiro da bilheteira, retirar o referente aos micros, e dividir o restante pelos três, para ti, para ti e para mim, para ti, para ti, e para mim...

Correu bem, tivemos publico, pagamos os micros, e ainda conseguimos amealhar um poucos euros.... com a promessa de voltar!
Bjs
Ana

14.9.07

Bambolina

Acho que devo fazer uma breve apresentação da bambolina assim já ficam mais por dentro.
Foi crescendo aos poucos e só chegámos ao nome um pouco mais tarde,
como vos vou contando, nasce de uma imensa vontade de não parar de trabalhar.
Tinhamos algumas regras das quais não queriamos fugir, por exemplo: os textos seriam apenas de autores portugueses neste caso e para inicio de projecto seriam da Rita Fernandes, e os cartazes seriam todos pintados á mão , como antigamente... neste caso pela Rita :) (www.ritafernandes27.com)
Para quem não sabe, bambolina... é a curta cortina que vai de um lado ao outro de palco na frente de cena, que tapa as varas de iluminação e suporte de cenário, e para quem não sabe o que são varas... em breve ponho um post com um dicionário de teatro.
Este filme é uma pequena mostra do que era o nosso site, hoje temos este blog de forma a sentirmo-nos mais perto do público.Por isso, gosto sempre de ler os vossos comentários.
Apareçam